Noite de Fados

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A noite de fados que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal levou

a efeito no sábado, 10 de Maio, registou sucesso absoluto, quer no respeitante à adesão de público

quer em termos de qualidade fadista.

Se o limite de oito dezenas de inscrições foi integralmente atingido, também a actuação do grupo

de fados correspondeu às expectativas, reunindo bons intérpretes da canção que caracteriza a

essência da alma portuguesa, criteriosamente agrupados para o efeito, com deslocação de diferentes

pontos do país. A Gabriel Carlos (viola de fado e voz) e Jorge Novo (voz), ambos de Viseu,

juntaram-se João Mário (guitarra portuguesa), de Ílhavo, e Cristina de Sousa (voz), de Penafiel.

Mesmo com as desfavoráveis condições de acústica do pavilhão, o grupo rubricou uma actuação

de excelente qualidade, vincando os créditos concedidos ao fado como canção mais nobre e mais

autêntica da cultura popular portuguesa. Gabriel Carlos, músico e cantor viseense com largos anos

de experiência, João Mário, um ilhavense que se apaixonou pela guitarra portuguesa quando

começou a frequentar uma casa de fados na praia da Vagueira, Jorge Novo, viseense com longa

experiência nas lides do fado amador, e Cristina de Sousa, jovem professora do ensino básico

penafidelense e exímia praticante do fado, estiveram em bom plano, pondo o ambiente do pavilhão

ao rubro, com um público que se integrou perfeitamente na interacção com os fadistas, quando se

proporcionava o acompanhamento em coro ou com palmas.

Sempre expansivo nos aplausos, o público manifestava-se também com “bravos” e outras

exclamações de agrado, pedindo até “mais um” a Cristina de Sousa quando terminou a sua conta de

nove fados.

O reportório base continha um total de 27 fados, cabendo 9 a cada voz, mas divididos em três séries.

A primeira série iniciou-se após as tapas de aperitivo gastronómico, servidas em espetadas de fruta,

queijo, pão e presunto. Jorge Novo, Cristina de Sousa e Gabriel Carlos cantaram então três fados cada

um, seguindo-se uma interrupção nos fados para o caldo verde, acompanhado com fatias de bola de

bacalhau. Deu-se depois vez à segunda série de nove fados, a que se seguiu nova interrupção para as

sobremesas (bolo de chocolate e bolo de mármore). A série final terminou em apoteose, com o público

de pé a aplaudir os fadistas sucessivamente, à medida que cada um concluía a sua actuação.

Sem dúvida, uma noite de fortes sensações para quantos a vivenciaram e de satisfação para a

organização! Ernesto de Sousa, presidente da direcção da Associação, expressou essa satisfação ao Farol

da Nossa Terra, tanto a nível da actuação dos fadistas como no respeitante às inscrições, frisando que,

apesar de o salão comportar mais gente, o limite de 80 inscrições foi determinado de forma a garantir

silêncio e qualidade ao ambiente de um espectáculo deste género. Referiu até que mais gente procurou

inscrever-se quase em cima da hora e que isso foi recusado por a logística ter sido preparada de acordo

com aquele limite de inscrições. Decerto, uma noite que deu vontade de ver repetida!

(FONTE FAROL DA NOSSA TERRA)

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